Nosso time nunca estará completo ou fechado; participe com seus trabalhos, sugestões, comentários ou dúvidas.
Por enquanto...
Denis Mandarino: músico compositor e instrumentista, professor, desenha, pinta e escreve, publicou livros técnicos e de ficção, designer que domina softwares de computação 3D e sabe fazer um ótimo café!
Paulo Werneck: designer de móveis e objetos de decoração, trabalha com madeira certificada, desenha, pinta, escreve poesias e sabe cozinhar.
Carlos Cavallari: professor, desenha , pinta e esculpe, constrói casas, inclusive faz os próprios tijolos, projeta móveis e objetos, escreve e desenha quadrinhos, faz máscaras de papel-maché e é designer de jóias.
Como vocês podem perceber, os rapazes são todos, multimídia.
Lilian Pera: designer de jóias e acessórios, sou mais multitasking, como toda mulher é. Canto no chuveiro e danço quando ninguém está olhando, cozinho e lavo roupa, leio livros e respondo e-mails, tudo ao mesmo tempo e sem queimar o jantar!
Denise Fioravante: desenha, pinta, esculpe e encanta com seu talento e sua alegria de viver... cozinheira de mão-cheia, faz bolos artísticos, tão lindos de se ver quanto deliciosos de comer... amiga querida!
Somos da 1ª turma da Faculdade de Belas Artes da Vila Mariana (1984), e ainda hoje, aprendizes entusiastas da arte de viver.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Manifesto Versatilista - Denis Mandarino
O Versatilismo é um movimento artístico que tem como princípio filosófico a imortalidade da alma, criada por uma Inteligência Suprema. Sua existência está eternamente subordinada às leis existentes no Universo[1].
O termo "Versatilista" pode passar a falsa ideia, de que para ser um adepto do movimento é necessário que o artista domine diversas linguagens, o que absolutamente não corresponde às intenções deste manifesto. É possível atuar em uma única área e ser um versatilista.
Os versatilistas adotam que as coisas existem para ser estudadas, aprendidas e manipuladas, uma vez que a eternidade abriga tempo suficiente para tudo isso. Cabe ao homem, nos diversos degraus do seu aprendizado, discernir qual é a boa ou a má utilização daquilo que lhe está ao alcance.
Ser um versatilista é apenas uma escolha de afinidade.
O versatilista não se prende às antigas, atuais ou futuras exigências mercadológicas, que escravizam o artista às convenções de época.
O Versatilismo pretende libertar as pessoas das análises especializadas e promover a prática da arte como forma de autoconhecimento. É preferível que o artista faça os seus trabalhos sempre no limite das suas possibilidades, buscando ampliar a sua consciência e, consequentemente, a qualidade dos seus resultados. O “erro” é uma parte inevitável no processo evolutivo de cada um, por isso mesmo que o artista não pode desanimar perante as críticas ou autocríticas severas advindas do preconceito e do perfeccionismo. A prática artística é um campo inesgotável de experimentação.
Um bom trabalho de Arte instiga a inteligência e toca os sentimentos mais profundos da alma. Destarte, o que é bom para um determinado grupo social pode não dizer nada para outro. O ser humano gosta das coisas que estão ao seu alcance intelectual e sensitivo. Uma criança que gosta de determinado tipo de música, com o passar dos anos, em função da mudança da sua consciência e das influências sociais a que se vê sujeita, altera as suas preferências. Esse processo de mutação da consciência é contínuo, pois a criatura sempre estará aquém das possibilidades do Criador.
O Versatilismo busca as expressões artísticas que promovem o homem e a sociedade, respeitando sempre o nível de consciência do artista.
No Versatilismo não existem concursos de arte, pois nenhum homem, ou grupo, está apto a julgar o trabalho de outro(s) homem(ns). Um crítico de arte analisa uma situação sempre de um ponto de vista profundamente limitado, porque limitados são os seus conhecimentos. Os concursos e prêmios podem ser formas de dirigir a opinião pública e, desse modo, valorizar este ou aquele artista em busca de vantagens financeiras ou sociais. Éticas iniciativas culturais são louváveis, entretanto.
Cada pessoa tem o seu estilo e a sua liberdade de escolha. Querer impor ao artista este ou aquele caminho é uma antítese do que é a própria Arte.
No Versatilismo o artista não precisa manter-se escravo de sua própria produção, ele pode seguir outros rumos ou voltar às origens quando bem entender. O tipo de procedimento mercantilista mais alegra aos cofres do que as almas.
Enquanto estilo, na História da Arte é possível encontrar muitos artistas que se aproximaram da Estética Versatilista, se não em todos os fundamentos, pelo menos em grande parte deles.
Escrito por Denis Mandarino em janeiro de 2008.
Acesse www.DenisMandarino.com para maiores detalhes.
[1] Universo é entendido como o somatório de tudo o que existe na matéria e fora dela, por tudo que é conhecido ou que um dia o será.


