Nosso time nunca estará completo ou fechado; participe com seus trabalhos, sugestões, comentários ou dúvidas.
Por enquanto...
Denis Mandarino: músico compositor e instrumentista, professor, desenha, pinta e escreve, publicou livros técnicos e de ficção, designer que domina softwares de computação 3D e sabe fazer um ótimo café!
Paulo Werneck: designer de móveis e objetos de decoração, trabalha com madeira certificada, desenha, pinta, escreve poesias e sabe cozinhar.
Carlos Cavallari: professor, desenha , pinta e esculpe, constrói casas, inclusive faz os próprios tijolos, projeta móveis e objetos, escreve e desenha quadrinhos, faz máscaras de papel-maché e é designer de jóias.
Como vocês podem perceber, os rapazes são todos, multimídia.
Lilian Pera: designer de jóias e acessórios, sou mais multitasking, como toda mulher é. Canto no chuveiro e danço quando ninguém está olhando, cozinho e lavo roupa, leio livros e respondo e-mails, tudo ao mesmo tempo e sem queimar o jantar!
Denise Fioravante: desenha, pinta, esculpe e encanta com seu talento e sua alegria de viver... cozinheira de mão-cheia, faz bolos artísticos, tão lindos de se ver quanto deliciosos de comer... amiga querida!
Somos da 1ª turma da Faculdade de Belas Artes da Vila Mariana (1984), e ainda hoje, aprendizes entusiastas da arte de viver.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Música de qualidade
Você já passou pela experiência de ter gostado de um artista ao vivo, porém ao ouvir as suas músicas em casa não as achou tão atraentes?
Isso acontece porque a produção artística vêm com "penduricalhos" de distração ou complemento.
As roupas, a expressão corporal, as luzes e tantos outros parâmetros não fazem parte da arte dos sons. São outras linguagens que acabam seduzindo o espectador. A própria imagem de um único violinista estorcegando o seu corpo durante uma execução pública pode ser motivo de distração.
Não seria incoerente afirmar que determinado show foi muito bom e que a audição isolada das canções deixa a desejar.
Outra coisa que também atrapalha na avaliação é o virtuosismo do intérprete. Determinados músicos não conseguem deixar de exibir a sua habilidade, enxertanto notas completamente desnecessárias a uma peça. Essa tipo de apresentação impressiona os olhos, como os malabaristas de um circo o fazem, mas muitas vezes não expressam grandes sentimentos.
Eu me desapontei ao ver os meus solos preferidos sendo tocados sem técnica virtuosística e sem agilidade circense.
Ainda bem que esse desapontamento durou pouco tempo. As melhores notas para uma música talvez não sejam as mais difíceis, as mais rápidas e as mais exoticamente tocadas.
A música de qualidade é aquela que emociona positivamente o ouvinte, que o faz suspirar, que remete o pensamento para algo superior.
Não se impressione quando alguém lhe disser: "Ele tocou simultaneamente em dois pianos, usando as mãos e os pés, de ponta cabeça, vestido de verde, vendado e sem respirar... Foi incrível".
Simplesmente feche os olhos e perceba a música, não se deixe levar pelas distrações criadas pelos produtores de grandes espetáculos. Talvez você chegue a conclusão de que aquela composição não era tão boa assim.
Em resumo, a boa música não depende de outros acessórios para sobreviver ao julgamento do tempo.
Denis Mandarino

